Wikileaks: jogando a porcaria no ventilador
Recentemente, o Wikileaks passou a aparecer nas capas dos jornais e revistas do Brasil, após já ter sido pivô de escândalos nos Estados Unidos.
Se você não tem nem ideia do que estou falando, uma breve história do site Wikileaks.
O site, que apesar do nome, não tem permissão de edição pelos usuários, como a Wikipedia, é parte de uma organização sem fins lucrativos, com sede na Suécia, e que publica textos oficiais de fontes anônimas. O problema para as autoridades é que estes textos contém documentos, fotos e informações confidenciais, oriundas de governos ou empresas, normalmente sobre assuntos, digamos, delicados.
A fama do site explodiu quando o mesmo publicou milhares de documentos relativos às operações do exército estadunidense no Oriente Médio, nas operações no Iraque e Afeganistão, mostrando mortes de civis inocentes e outras barbáries.
Essa exposição tem irritado diversos governos, em especial o dos Estados Unidos, fazendo com que responsáveis pelo site sejam procurados e presos.
Recentemente o site publicou telegramas vindos da embaixada dos EUA no Brasil, que mostravam conversas do embaixador com ministros brasileiros, detalhando o antiamericanismo do ministro brasileiro das relações exteriores. E também a preocupação com o terrorismo das FARC e na tríplice fronteira.
Com tanta porcaria sendo jogada no ventilador, e gente importante querendo esconder a verdade, o site começou a ser atacado. O servidor da Amazon baniu o domínio que estava lá estava hospedado desde que começaram os ataques contra o provedor sueco, em
uma atitude que foi aplaudida pelo Comitê de Segurança Interna do Senado dos EUA.
Para quem quiser conhecer o site, o endereço é www.wikileaks.ch.










