Walkman, o fim de uma era
Objeto de desejo das gerações que viveram infância e adolescência nos anos 1980 e 1990, o Walkman da Sony, na sua forma clássica, com uso de fita cassete, deixou de ser produzido no Japão.
O simpático tocador de música, avô dos modernos mp3 players, havia completado 31 anos no último mês de julho.
Dezenas de modelos diferentes foram fabricados, com recursos distintos como gravação, auto-reverse, saída para dois fones de ouvidos, rádio AM/FM, display digital, equalizador gráfico e proteção contra água.
No começo dos anos 1990, o CD ainda não era tão popular, e existiam inclusive locadoras de CD’s, que vendiam inclusive fitas cassete virgens para que a pessoa gravasse suas faixas preferidas. Numa época pré-MP3, as músicas eram espalhadas através do cassete, com DJ’s amadores e profissionais lançando suas “mixtapes”, pessoas gravando músicas do rádio, de LP’s e dos poucos CD’s disponíveis e escutando suas coletâneas.
Também as bandas iniciantes muito se valeram do recurso do cassete, enviando suas fitinhas para as rádios e para pessoas ao redor do mundo via correios. Não tinha a qualidade do MP3, mas era algo mais poético, por assim dizer. Até o começo dos anos 2000, muitos carros ainda vinham com rádios toca-fitas.
No final dos anos 1990, a Sony lançou o Discman, que era a versão do Walkman para CDs, e também versões para o formato MiniDisc (que nunca foi muito popular). Mas com a popularização da música digital e dos players de MP3, estes tocadores viraram artigo de nicho, meio que como são hoje os toca-discos de vinil.
Atualmente, o nome Walkman é usado na linha de telefones da Sony Ericsson mais voltada à música.
Se o iPod é o ícone da música portátil dos dias de hoje, o Walkman de fita cassete foi este ícone por muitos e muitos anos.










