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O Poder das Redes Sociais

Publicado em Business, Internet, Pessoas - Por Jossiano Leal Em segunda-feira, novembro 1st, 2010 com 9 comentários
Enquanto muitas empresas ainda parecem não crer no poder que as mídias sociais tem, vou citar alguns exemplos que aconteceram comigo recentemente para provar o quão importante elas tem sido. 

Exemplo 1: A Copa do Mundo na África do Sul estava bombando e a Paquetá Esportes faz uma promoção via Twitter para quem acertasse os resultados dos jogos do Brasil. Aposto, no jogo contra a Costa do Marfim, em 3 a 1 para o escrete canarinho. Finzinho do jogo, 3 a 0 para a Seleção e Drogba faz um gol. Eu discretamente comemoro, e ganho uma camisa oficial da Seleção da Argélia, entregue em casa pelos Correios.

Exemplo 2: Libertadores da América, semi-final entre Inter e São Paulo. O Banco Santander, patrocinador da competição, faz uma promoção nas principais redes sociais, Twitter, Orkut e Facebook, onde sorteia ingressos para a área Vip. Ganho o sorteio, e de acordo com o enunciado da promoção do Twitter e confirmado pelo telefone na ligação que recebi, e também por e-mail, seriam um par de ingressos para o jogo. Com isso, resolvi levar comigo o meu irmão, que já tinha um ingresso, o qual ele cedeu para a nossa irmã, que não é sócia do Inter.
Chegamos então no dia do jogo junto à tenda do Santander, conforme instruções recebidas por e-mail. Ao chegarmos, foi informado que só o meu nome constava do sistema e que não teria direito ao segundo ingresso, no caso, do meu irmão.
Abri o meu N95 e mostrei os dois e-mails para o senhor Celso, da Group Comunicação (agência que cuida do marketing do banco), e o mesmo teve bom senso e boa vontade, liberando o credenciamento do meu irmão.
E se eu não tivesse um smartphone e não tivesse como comprovar que eu tinha direito a um par de ingressos para o jogo? Meu irmão, que tinha um ingresso para a arquibancada superior e cedeu o mesmo para a minha irmã para me acompanhar na Torcida Santander, não teria visto o jogo por uma falha interna de comunicação?

Enviei a reclamação para o banco e fui respondido rapidamente com um pedido de desculpas.

Exemplo 3: Em agosto assinei o serviço de TV por assinatura da Sky, que dava na época um desconto razoável para quem era cliente da GVT. No dia da instalação, como o instalador demorou mais que o previsto, me atrasei para o trabalho, e publiquei no Twitter algo como “Valeu Sky, por fazer eu me atrasar para o trabalho”. Em poucos minutos recebi uma resposta no Twitter pedindo desculpas.

Dois dias depois recebi uma fatura por e-mail e achei estranho, já que não conhecia o sistema de cobrança da empresa, e reclamei novamente no Twitter. Novamente tive resposta rápida, informei meu código de cliente e em poucos minutos estava recebendo uma ligação me explicando todo o processo de cobrança e da fatura. Não satisfeita, a Sky ainda me enviou por e-mail todas as informações passadas pelo telefone. Agilidade nota 10.

Exemplo 4: Não encontrei os chocolates Bis sabor limão no supermercado que costumo ir, o Zaffari da Otto Niemeyer. Pelo site do Zaffari, relatei que gostaria de poder comprar tal chocolate. Me ligaram, e em 3 dias, estava disponível no súper o Bis Limão. E meu comentário no Twitter e no Facebook sobre isso gerou várias respostas de gente que resolveu experimentar este chocolate, elogiando ou criticando, de acordo com o gosto de cada um.

Exemplo 5: O clicRBS mudou o seu layout. Comentei no Twitter que não tinha gostado do posicionamento das notícias e em alguns minutos recebi uma mensagem do site dizendo que várias outras pessoas também compartilhavam da minha opinião, e que estavam trabalhando para corrigir isto.

Há também as empresas (e órgãos públicos) que ainda não estão se importando com o feedback, usando as mídias só para informar. E ainda as que só dão retorno quando conveniente, como uma rede de restaurantes que respondeu rapidamente quando perguntei sobre entrega, mas ignorou minha pergunta de porque eles não aceitavam vale-refeição à noite, mas aceitavam no almoço.

Alguém ainda duvida do poder das redes sociais?

Sobre - Gaúcho de Porto Alegre, desenvolvedor de softwares para a web e para dispositivos móveis. Bacharel em Ciência da Computação e MBA em gestão empresarial, trabalha com web desde 1996, tendo desenvolvido projetos de grande repercussão, principalmente para órgãos públicos.

Displaying 9 Comentários
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  1. Priscila disse:
    Parabéns pela facilidade da leitura do texto. Venho tentando explicar a muita gente a importância das redes sociais hoje, até como formadora de opinião mas pouca ou quase ninguém acredita.
    Assim, como foi descrito, com exemplos, podemos ver o quão nossas vidas e a internet já estão interligadas, e mais, como nós consumidores e as empresas podemos utilizar a nosso favor.
    Parabéns, mais uma vez, pelo post.
  2. Eduardo Alves disse:
    Não tem mais como negar a importância das mídias sociais no mercado atual, mas ainda existem empresas que não utilizam este canal de maneira correta. Muitas vezes o cliente ou um potencial cliente enviam uma mensagem contendo uma pergunta ou uma reclamação e não recebem resposta. Por isso não é bom que uma empresa tenha um canal de mídias social sem preparo para suprir a demanda.
  3. Auridebson Sousa disse:
    De fato hoje, para uma empresa ou instituição qualquer com fins lucrativos, desprezar a existência e assim como se abster do uso das ferramentas de rede social seria cair numa vala escura no mundo da divulgação.

    Creio que são poucas as empresas que hoje se dão o luxo de não usar estas ferramentas e que a médio e longo prazo não poderão ficar fora deste mundo virtual e real. Rede social agora é obrigação para quem quer se manter no mercado e trabalhar com transparência e contato com seus clientes e usuários.

  4. Rochester disse:
    Tema uolhost também, que toda vez que faço um comentário (100% das vezes negativo, sobre quedas e lentidão) me responde imediatamente através do uolhost_sac.

    Com o serviço bom ou ruim, é uma agilidade impressionante na resposta

    []‘s

  5. É, elas estão aí e precisam ser reconhecidas pelas empresas. Não tem mais como ignorar. Eu recentemente recorri ao twitter, para reclamar também e fui atendido rapidamente. Inclusive, resolvi relatar o caso – http://ale-sistemas.com/wp/2010/10/26/a-forca-do-twitter-no-atendimento-de-clientes-banco-santander

    Agora, só tenho medo de uma coisa: Como ainda não são muitas as pessoas que recorrem a este meio de comunicação, estão dando conta. Mas e quando isso se popularizar e mais pessoas fazerem uso dela ? Torço para que as redes sociais não se transformem em “robos automatizados” de atendimento, como os telefones se transformaram.

    • Jossiano Leal disse:
      É um perigo mesmo, a massificação tornar o atendimento menos pessoal.

      Mas não creio nisso num curto prazo, pois apesar da recente popularização do twitter e do facebook, a grande maioria dos usuários destas ferramentas desconhece o poder que elas têm.

  6. Fay disse:
    Se é pra atender mal na internet, melhor que a empresa nem atenda, como é o caso de muitas.

    Mas as organizações tem que entender que a rede é uma cada vez mais comum forma de comunicação. A maior de todas.

    Um formulário no site já ajuda muito, desde que seja dada uma resposta adequada e breve.

  7. Murdock disse:
    Nenhuma das vezes em que critiquei uma empresa no Twitter eu recebi resposta.

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