L.A Noire, início da onda de games para a inteligência emocional?
Na época, chamávamos de “adventures”. Eram aqueles jogos em que precisávamos descobrir o que aconteceria depois, solucionando pequenos e grandes quebra-cabeças narrativos e literais. Fomos assim de Larry e Space Quest até Myst. Depois, vieram os RPGs, games em que interpretamos personagens, como em uma espécie de teatro do improviso.
A mecânica de contação de histórias foi incorporadas por jogos de tiro (os FPSs), iludindo os gamers a achar que havia um enredo por trás dos jogos de coordenação motora (hand-eye coordination). Por fim, as histórias ficaram para trás mesmo nos RPGs, que são agora chamados de “Sandbox”, porque é mais cool.
Como fica para quem se importa com as nuances do enredo? A Rockstar, após o apático GTA VI, traz a o L.A. Noire, cujo enredo se baseia nas histórias do romance policial noire americano. Para apresentar um conteúdo a uma pérola da literatura que é o romance noire, está sendo utilizada a mais modernos tecnologia na captação de movimentos e expressões faciais para dar vida às nuances das personagens do submundo de Los Angeles.
Pelas cenas até agora apresentadas, os jogadores terão a chance de confiar nas personagens através da sua performance na tela, coisa que ficava muito vaga nas representações geladas (ou padronizadas) dos RPGs atuais. Afinal, é isso que importa em um game noire, saber quando as personagens estão mentindo e até mesmo quais tipos de sentimento que elas têm em relação às outras personagens. Quem sabe assim as histórias voltam a ser interessantes.
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