Carro elétrico nacional: uma (quase) realidade
Recentemente foi destaque na mídia um inventor mineiro, que criou uma espécie de kit de conversão para a linha Palio, da Fiat, transformando os carros em modelos elétricos.
Pelo valor de 29.500 reais, é possível deixar o automóvel dependente apenas de uma tomada 110 ou 220V, sendo alimentado por um conjunto de baterias que ocupa todo o porta-malas, garantindo autonomia de cerca de 70 km, suficiente para grande parte das pessoas que usam apenas percursos urbanos no seu dia-a-dia.
A velocidade máxima é baixa, menos de 100km/h, e o custo não inclui a aquisição do carro (cerca de 24 mil na versão mais acessível, quando zero quilômetro). A empresa anuncia vantagens no seu site.
Mas há 35 anos atrás, a extinta fábrica da Gurgel já havia produzido um modelo elétrico com autonomia semelhante. O Gurgel Itaipu tinha espaço apenas para dois ocupantes em sua pequena carroceria de 2,65m, e acabou sendo apenas um protótipo. Em 1980, a Gurgel lançou em produção o Itaipu E400, veículo de carga (no estilo da VW Kombi) com motor elétrico de 8kW, que acabou sendo comprado apenas por empresas que o utilizavam em seu interior.
Logo, a tecnologia para o carro elétrico (nacional) já existe há tempos, faltando interesse e investimento para que a mesma se torne mais viável para o consumidor comum.
Inclusive há um entusiasta da tecnologia de nome Luciano na cidade de Campinas/SP que transformou um Gurgel BR800 (o modelo foi escolhido em função do tamanho e do peso) em um veículo elétrico, mostrando seu projeto no site Gurgel 800 .
Lembrando que ao contrário dos países europeus, o Brasil tem a maior parte de sua energia elétrica vindo de usinas hidrelétricas, isto é, energia limpa.










